The checkout that sent buyers back to 2021
An author's site online since 2021, with a new store built on top and one catch: anyone clicking buy ended up on a checkout page for a different product, from a different year. Full WordPress rebuild, three payment methods and 32 files delivered automatically.
Italo Gomes é trader independente e escreveu o Trade Manifesto, um livro sobre sobrevivência em mercados incertos. Ele também desenvolve indicadores e robôs para MetaTrader, com nota 4,8 e 177 avaliações no marketplace onde vende há anos.
O site dele não contava nada disso. Era um tema de loja de livros com produtos de exemplo em inglês, preços em dólar e um blog que ele não queria. O trabalho contratado foi reconstruir do zero, com a identidade do livro, e transformar aquilo numa loja que vendesse as ferramentas dele.
O que estava escondido
O site estava no ar desde 2021, e dentro dele morava um funil de vendas de outro produto: sete páginas publicadas, feitas em Elementor, de uma campanha antiga.
Isso por si só não seria problema. O problema apareceu quando a loja nova ficou pronta e o checkout foi testado: a página de finalizar compra respondia com um desvio para uma página daquele funil de 2021.
Ou seja: qualquer pessoa que decidisse comprar uma ferramenta terminava a compra no layout de outro produto, de outro ano. E nada nas configurações do WooCommerce mostrava isso — as páginas de carrinho e checkout estavam corretas ali. O desvio vinha de um recurso chamado Global Checkout, de um plugin de funil, que substitui o checkout do site inteiro sem tocar em nenhuma configuração visível.
Antes de remover qualquer coisa, o levantamento respondeu a pergunta que importava: aquele funil tinha vendido alguma coisa? Zero pedidos, zero clientes, nenhum produto configurado. Nunca havia vendido nada por aquela instalação. Com isso, remover deixou de ser risco e virou decisão de conteúdo, tomada pelo cliente com o resultado do levantamento na mão.
Sete páginas para a lixeira, quatro plugins fora, e os endereços antigos redirecionados um a um, porque estavam no ar desde 2021 e podiam ter link em anúncio ou e-mail antigo.
A loja
São 11 ferramentas, e cada uma existe em quatro versões: MetaTrader 4, MetaTrader 5, código-fonte MQL4 e código-fonte MQL5. Em vez de 44 páginas de produto, o site tem 11 páginas com as quatro versões escolhidas dentro delas, cada uma com seu preço e seu arquivo.
São 32 arquivos entregues automaticamente ao comprador. Cada um foi conferido byte a byte por hash contra o material original do cliente, antes de subir: 224 arquivos verificados, nenhum alterado, nenhum faltando.
As três ferramentas gratuitas não são download aberto. Elas pedem o e-mail antes, entregam o arquivo por um link com token rastreável e registram quem baixou — o que transforma download em lista de contatos.
Pagamento por origem do comprador
A regra foi definida com o cliente e é mais fina do que aceitar tudo. O comprador brasileiro paga por Pix, cartão nacional ou boleto, sem sair da página. Quem compra de fora vê cartão internacional e PayPal.
O comprador brasileiro não vê PayPal nem Stripe. Não é limitação técnica: é que ele já tem Pix e cartão nacional com taxa melhor, e dois botões que fazem a mesma coisa atrasam a decisão de quem já tinha decidido comprar. A regra é aplicada por código, decidindo pelo país de cobrança e, antes de o país existir, pelo idioma do site.
O que foi medido antes de entregar
Lighthouse mobile entre 85 e 97, com 85 contratado. Desktop entre 99 e 100, com 95 contratado. Layout conferido em 56 medições, quatro larguras de tela em dois temas, sem nenhum problema. A página inicial caiu de 252 KB para 73 KB.
Um ganho veio de um lugar que quase passou batido: a ficha de produto carregava 420 KB de JavaScript dos meios de pagamento numa página que não cobra nada. Para o comprador brasileiro, que nem vê dois daqueles meios, era desperdício puro. Cortado fora do carrinho e do checkout, a página saiu de 66 para 85 no Lighthouse mobile.
Outro veio do QA: a busca do site não encontrava nenhum produto. E parecia funcionar, porque encontrava as páginas normalmente. A causa era o plugin de idiomas: os produtos tinham sido cadastrados por script e ficaram sem idioma atribuído, então sumiam de qualquer busca que misturasse produtos e páginas. Corrigido antes da entrega — e a correção também salvou o inglês e o espanhol, que estão prontos para ativar e não funcionariam com produtos sem idioma.
Entrega
Prazo contratado: 28 de agosto a 1º de setembro. Entregue em 19 de agosto, com o site vendendo, entregando os arquivos sozinho e com backup automático rodando.
O cliente recebeu um manual próprio, em PDF, com o passo a passo das quatro coisas que ele faz sozinho: publicar o livro para venda no dia do lançamento, publicar uma ferramenta nova, ligar o Google ao site e mandar o backup para o Drive dele.
Stack: WordPress, WooCommerce, tema próprio em PHP sem construtor de páginas, Polylang, Mercado Pago, Stripe, PayPal, WP Super Cache e Yoast.