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Crazy Diamond

Sistema sob medida ou sistema pronto: como decidir

Lucas Barreto ·

Toda empresa que cresce chega no momento em que planilha e WhatsApp não dão mais conta. A primeira pergunta é se existe um sistema pronto que resolve, e a segunda é quanto custa fazer um sob medida. Este texto ajuda a responder as duas, com o que costuma dar errado em cada caminho.

Neste artigo

Quando um sistema pronto resolve?

Quando o seu processo é parecido com o de muitas outras empresas. Emissão de nota, agenda, ponto, CRM de vendas e loja virtual têm ferramentas prontas maduras, com suporte e atualização, por um valor mensal que um sistema próprio dificilmente iguala.

O sistema pronto é a escolha certa quando a empresa aceita trabalhar do jeito que a ferramenta foi desenhada, e o que ela não faz pode ser resolvido com uma integração simples.

Quando vale desenvolver um sistema sob medida?

Quando o jeito de trabalhar é justamente o que diferencia a empresa, ou quando o processo junta etapas que nenhuma ferramenta junta. Para uma empresa de projetos elétricos, com 137 projetos na base, o sistema reúne o andamento de cada projeto por etapa, o portal do cliente, a emissão e a assinatura de documentos técnicos e o painel financeiro.

Outro sinal é a equipe gastando horas por semana copiando dado de um sistema para outro. Esse tempo costuma pagar o desenvolvimento.

Quanto custa e quanto tempo leva?

Depende do tamanho do problema, e por isso o caminho mais seguro é dividir em fases. A primeira entrega o mínimo que já tira trabalho da equipe, no ar e em uso. As seguintes crescem a partir do que o uso real mostrou, e não do que parecia necessário na reunião inicial.

Cada fase tem escopo, prazo e valor fechados por escrito antes de começar. Assim a empresa paga por algo que já funciona e decide a próxima etapa com o sistema na mão.

O que fazer com um sistema herdado que ninguém quer mexer?

É mais comum do que parece: um sistema feito por alguém que saiu, sem documentação, que funciona mas ninguém tem coragem de alterar. O primeiro passo é uma auditoria: entender o código, os dados e o servidor, e fazer backup de tudo antes de mudar qualquer coisa.

Num sistema herdado em Symfony, a auditoria e a migração preservaram 3.067 ordens de serviço e ainda ligaram o Pix com baixa automática. Muitas vezes não é preciso jogar o sistema fora: dá para assumir, estabilizar e evoluir o que já existe.

O que exigir no contrato de um sistema sob medida?

  • O código e o banco de dados ficam no nome da sua empresa, com acesso seu ao repositório e ao servidor.
  • Backup automático, com teste de restauração, antes de entrar em produção.
  • Escopo de cada fase por escrito, com o que está fora dele.
  • Um período de garantia depois da entrega para corrigir o que aparecer no uso real.
  • Documentação mínima para outro desenvolvedor conseguir continuar o trabalho, se um dia precisar.

Se o fornecedor não aceita deixar o código no seu nome, o sistema não é seu.

FAQ

Perguntas frequentes

Sistema sob medida é sempre mais caro?
No começo, sim. Ao longo dos anos, nem sempre: o sistema próprio não cobra por usuário, não muda de preço sozinho e faz exatamente o que a empresa precisa. A conta tem de incluir o tempo que a equipe perde contornando o que a ferramenta pronta não faz.
Dá para integrar o sistema com o que já usamos?
Na maioria dos casos, sim. Sistemas de nota fiscal, pagamento, WhatsApp e planilhas costumam ter API, e a integração entra no escopo de uma das fases.
Quem cuida do sistema depois que ele fica pronto?
Isso fica combinado antes. Pode ser um plano mensal de manutenção, com atualização e acompanhamento, ou a sua própria equipe, com a documentação e os acessos em mãos.

Quer ver como isso fica no seu caso?